A história do Brasil segundo a poesia de José Paulo Paes

O Segundo Império

Sejamos filosóficos, frugais,
Eruditos, ordeiros, racatados,
Um casebre, se digno, vale mais
Que palácio de alfaias atestado.

Sejamos sobretudo liberais
E, ao figurino inglês aperfeiçoados,
Tolerantes, medíocres, legais,
Por jeito d’alma e por razões de Estado.

Sejamos, na cozinha, escravocratas,
Mas abolicionistas de salão:
A dubiedade é-nós virtude grata.

Com ela se garante bom quinhão
Dessa imortalidade compulsória
Que é justiça de Deus na voz da História

PAES, José Paulo. Histórias do Brasil. Editora Global: São Paulo, 2006. p. 32.

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