O paraíso destruído – Frei Bartolomeu de Las Casas

Texto: LAS CASAS, Frei Bartolomeu de. O paraíso destruído: a sangrenta história da conquista da América espanhola. Coleção Descobertas. Editora L&PM.
   O texto trata dos primeiros anos da colonização espanhola nas Américas. O autor Frei Bartolomeu de Las Casas desenvolve seu text analisando as diferenças entre as civilizações. O texto mostra a injusta guerra que ocorreu entre os espanhóis e os nativos americanos. Os nativos já possuíam uma estrutura social bastante complexa, e suas cidades e sua população em alguns casos chegavam a ser maior que as existentes na Espanha. A cordialidade dos “índios” para com os espanhóis não foi retribuída, pois, mesmo atendendo aos pedidos dos “invasores” os nativos foram exterminados. O autor nos deixa a mensagem de que o país dos “índios” era extremamente feliz, próspero, as terras férteis e digno de ser habitado. Mas com a invasão dos espanhóis foram submetidos a toda sorte de atrocidades, malvadezas, torturas, essa felicidade se perdeu para nunca mais ser encontrada. O texto mostra crueldades cometidas pelos espanhóis em várias regiões. Quando os “índios” conseguiam escapar de alguma região onde estavam os invasores, os “índios” eram apanhados em caça por cães e pelos espanhóis a cavalo e mesmo quando se rebelavam e lutavam não obtinham sucesso devido a cavalaria, o poder das armas de fogo, dentre outros aspectos. Frei Bartolomeu coloca os espanhóis sendo um povo bastante sanguinário, para o período em que o texto oi escrito isso era incomum, pois, achava-se que somente o europeu era civilizado, e no texto ainda nota-se a desaprovação dos meios de conquista utilizado pelos espanhóis. Não que ele tivesse pena das pobres almas, mas eles seriam novos católicos. Os conterrâneos dos autor não agiam como cristãos, suas ações eram totalmente avessas aos ensinamentos de Cristo e a pilhagem dos bens indígenas não era repassada na totalidade para a rainha que não aprovava esse tratamento. A escravidão foi uma das principais causas da morte dos nativos , com a grande quantidade de “escravos” os senhores não se preocupavam na manutenção dos mesmos, explorando seus serviços até a exaustão, levando a morte por falta de alimento, cansaço e etc. Com a morte de um escravo outros eram colocados no lugar sem o menor escrúpulo. Las Casas refere-se também a punição recebida pelos espanhóis de Deus, seja por morte precipitada, dolorosa, ou por não receber o sacramento na hora da morte. E por causa desses acontecimentos atrozes, a conversão dos “índios” ao cristianismo era prejudicada, já que era incompatíveis os compartamentos dos cristãos com os ensinamentos dos freis, padres católicos. E a maior preocupação do autor era com a matança em massa dos nativos que não recebiam a salvação de Deus. (Deus católico). O texto encerra com uma disputa entre Las Casas e um cronista do Imperador Dr. Sepulveda. os dois autores tiveram certas dificuldades em publicar suas obras o primeiro auttor como já apresentado era contra a guerra e o segunda era a favor de uma guerra justa entre espanhóis e nativos. O imperador reuniu vários conselheiros, jurisconsultos e etc para resolver o assunto, e foi decidido que o Frei Domingos de Soto resumisse as obras dos dois autores. Várias debates ainda foram travados entre Las Casas e Sepulveda.   

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