A guerra do Paraguai

   O filme “A guerra do Brasil” retrata os acontecimentos ocorridos de 1864 – 1870 e seus contexto de forma que a historiografia tradicional defende. Mas F. Doratioto aborda uma nova visão desses fatos que também vai de encontro com a teoria revisionista. O filme aborda várias entrevistas em que os depoentes demonstram que seu pensamento tradicional prevalece em suas falas. Quando o militar está explicando o contexto da guerra ou a batalha de Humaitá percebe-se que o interesse do Império Brasileiro a partir desse pensamento é defensivo e coloca Lopez como o imperialista que estava tomando o espaço brasileiro. Mas F. Doratioto que o interesse do Brasil na bacia do Rio do Prata é geopolítico, em que sua importância econômica era demasiadamente indispensável. Para concepção do filme Solano Lopez era uma ameaça a Inglaterra, que usando de sua influência levantou a Tríplice Aliança para lutar contra essa futura potência que abalaria a estrutura inglesa. Mas a historiografia tradicional, no qual está inserido o contexto de que o filme foi produzido ainda não haviam tido o conhecimento de documentos que comprovavam que naquele período que era o império brasileiro que não mantinham relações diplomáticas com o império britânico, nesse aspecto é difícil de crer que o império brasileiro tivesse sido um peão de manobra da Coroa inglesa juntamente com Uruguai e Argentina para desarticular o processo de industrialização paraguaia. A teoria proposta por Doratioto afirma de forma clara e em oposição ao filme que os interesses da guerra foram geopolíticos locais.É claro que os ingleses tanto quanto os E.U.A tinham interesses na região, pois pelo escoamento pelo Rio do Prata que os produtos ingleses e norte-americanos chegavam ao interior do continente. Assim como pontos divergentes, há também alguns pontos que são convergentes entre o texto e o filme. A análise feita a partir da questão maçônica no pretexto para a guerra, ou no seu desenrolar teve repercussão. O imperador brasileiro, o presidente argentino e uruguaio eram todos maçons, entretanto S. Lopez não era. Esse fato curioso poderia ter sido um dos estopins para o grande conflito armado já ocorrido na América do Sul. Cabe a partir da análise do filme de Silvio Back e do texto de F, Doratioto a criação de ideias que possam elucidar de maneira mais sucinta este conflito de tamanha magnitude.   
Filme: A guerra do Brasil. Um filme de Silvio Back
Texto: DORATIOTO, Francisco Fernando Monteoliva. O conflito com o Paraguai: A grande guerra do Brasil. Editora Ática: São Paulo, 1996.
Por Eliphas Bruno 

2 respostas em “A guerra do Paraguai

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