Análise do filme: O Clube do Imperador

Filme: O Clube do Imperador. Ano: 2002. Diretor: Michael Hoffman

   O professor Hundert leciona numa escola para rapazes St. Benedict. No ano letivo de 1976, o professor Hundert começa sua aula com um discurso apresentando as civilizações ocidentais greco-romana, ele pede para que um de seus alunos leia uma placa no alto da porta e a parir dela explica por que um rei poderoso oriental como o que ele mostrou não é lembrado pela civilização ocidental, ou seja grandes conquistas sem grandes contribuições não são válidas para a posteridade.
   O desafio do Sr. Hundert começa quando um aluno Sr. Bell chega a sua classe, o professor mesmo sem se exaltar impõem sua autoridade diante do aluno que não respondeu a seu pedido. Esse desafio passou a ser uma amizade (de certa forma) entre o professor e seus alunos que no contexto do filme era vista como inaceitável, mas a amizade veio com obstáculos. Quando o rendimento do Sr. Bell não estava sendo o desejado, o professor foi conversar com o pai do aluno, que era um senador dos E.U.A. Nessa conversa o pai do aluno Sr. Bell demonstrou uma mentalidade conservadora pois disse que o dever do professor é somente ensinar a tabuada e os eventos históricos com suas datas, vencedores e etc.
   Na escola havia uma competição chamada Senhor Júlio César, no qual os alunos disputavam entre si para ver que seria chamado de SENHOR JÚLIO CÉSAR. O professor H., como era chamado por alguns alunos era o responsável pela disputa e incentivava a participação de seu aluno Sr. Bell, esse incentivo fez com que o aluno chegasse a última fase da competição. Nesse  ponto percebe-se que o professor tem uma carga de decisões dificílimas de serem tomadas, o de deixar de fora todo o seu esforço aparente de seu aluno “problema” e aceitar o aluno sempre estudioso, e vice-versa. O professor optou por colocar na final o aluno que lhe havia lhe dado trabalho, com a esperança de mudar seu caráter. Durante a final, o Sr. Bell estava se saindo bem até que o professor desconfiou que ele estava colando, com mais duas perguntas na mão e ele sabia que o outro concorrente acertaria e o Sr. Bell erraria, assim o Sr. Bell perdeu a disputa.
   Após a disputa o Sr. Hundert e seu aluno Bell se encontraram e ele confessou que havia colado. Depois desse fato, no restante do ano letivo os alunos foram e certa forma influenciados pelo mau comportamento do Sr. Bell e com pesar na consciência que o professor lhe entregou o diploma.
   Passados vários anos, os alunos já lideres em áreas variadas da economia, política, etc., se encontraram a pedido do Sr. Bell para uma revanche. O professor Hundert já aposentado aceitou o pedido, já que o Sr. Bell doaria uma quantia considerável para sua antiga escola, e isso contradizia o que fez o Senhor Hundert perder o cargo de diretor por que ele não sabia lidar com a arrecadação de fundos para a escola.
   Após as apresentações e reencontros a revanche teve início e como na versão anterior, após várias e várias rodadas o professor desconfiou que o Sr. Bell estava colando, e novamente escolheu uma pergunta fácil para os outros alunos e assim o Sr. Bell perdeu novamente.
   no fim, numa conversa no banheiro o professor percebeu que o caráter do seu ex-aluno havia se tornado igual ao do pai e só amadureceu no campo do discurso político, e nessa conversa o filho do senhor Bell escutou tudo o que seu pai disse sobre o que era ética e moral, que no campo da educação não é recomendado.
   Para contra-pôr sua escolha errada de aluno a ser beneficiado, o único ex-aluno a quem o professor foi confiado os estudos do filho foi o aluno Marty, aluno este preterido pelo aluno Bell.
   Nem sempre o professor faz a escolha correta ao beneficiar certos alunos que estão evoluindo, em consequência disso, poderá deixar de gratificar o esforço do aluno sempre estudioso. O papel do professor sempre será de formar cidadãos e da escola fornecer materiais para que o professor faça seu trabalho. Tudo o que se faz numa escola tem que ter uma ética muito bem estruturada para que se minimize os erros e os alunos sejam sempre tratados com o mesmo critério.
Por Eliphas Bruno   

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