Bantos, Malês e Identidade Negra

A expansão islâmica no continente africano
No ano de 639 dC. a doutrina islâmica chegou a terras africanas pelo Egito. A maneira pelo qual os árabes introduziram o islamismo pro meio do jihad, que significa Guerra Santa. Mas a expansão do Islã na África ocorreu em quatro etapas: Almorávida, Mandinga, Songai e Peule. O avanço Almorávida teve um caráter mais político que religioso. No século XI o islamismo avançou sobre o território da chamada África branca. O avanço Mandinga no século XIV passou sobre o território Mali e nessa conquista já tinha um cunho mais religioso e foi o começo do avanço islâmico sobre a África negra. O avanço Songai tem forte ligação com os escravos que vieram para o Brasil no século XVI, com o islamismo que cruzou a África e chegou até a costa Atlântica. As guerras que aconteciam nesses locais acabaram por trazer negros malês, sendo estes, muçulmanos, para a América portuguesa. O avanço Peule foi o último progresso com essas características na África, após essa fase no século XVIII, o islamismo expandiu-se de outras maneiras distintas dos avanços anteriores. Após fazer a trajetória islâmica na África o autor nos mostra a contextualização e a influência que o islamismo proporcionou no mundo africano. Ao começar a análise cultural islâmica na África o autor nos fala  sobre a escravidão e os reflexos que os negros islamizados proporcionaram aos demais e o resultado desses levantes na escravidão nas Américas. No decorrer do texto o autor apresenta as características que o Islã negro trouxe e desenvolveu no Brasil, entre elas o sincretismo religioso que foi fundamental para o entendimento do texto, entre eles o cotidiano dos escravos malês no Brasil.
Conclui-se do texto à conclusão que o expansionismo islâmico dentro da África se deu de forma gradual, porém a aculturação não foi menos presente.   Mesmo os africanos assimilando segundo sua cultura os ritos do Islã, houve sim uma perda cultural significativa. E o sincretismo religioso muito presente na ascensão do culto muçulmano em terras africanas também pode ser percebido nas Américas.
Por Eliphas Bruno
LOPES, Nei. Bantos, Malês e Identidade Negra. Editora Autêntica: Belo Horizonte, 2006.

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