Escravidão e poesia!

Maria Diamba

Para não apanhar mais
Falou que sabia fazer bolos
Virou cozinha.
Foi outras coisas para que tinha jeito.
Não falou mais.
Viram que sabia fazer tudo,
Até mulecas para a Casa-Grande.

Depois falou só,
Só diante da ventania
Que ainda vem do Sudão;
Falou que queria fugir
Dos senhores e das judiarias deste mundo
Para o sumidouro.
(LIMA, Jorge de . Poemas Negros. In: “Os melhores poemas”. São Paulo: Global, 1994. p. 60)

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