Para sobreviver, a escravidão por contrato:

Sem ter como prover seu próprio sustento, a cafuza livre Joanna Baptista passa a escritura e vende de sua própria liberdade.

O Brasil colonial era imenso, suas terras eram grandiosas, sua fauna, flora, riquezas naturais. Porém nunca podemos deixar de pensar em suas histórias culturais, por mais absurdas que pareçam para nós hoje, para o período em questão, 1780, talvez tenha sido a única saída encontrada. Em Belém, uma cafuza, filhas de uma índia com um negro escravizado, havia nascida livre. Porém a sorte não estava ao seu lado. Seus pais faleceram assim como seu senhor. Não tendo como sustentar sua própria liberdade, ela decide se tornar escrava, pois pensava que nessa condição teria um trabalho, lugar para morar e alimentação. O Ouvidor-mor traduz esse fato em “caso absurdo!”, tanto para a cafuza livre Joanna Baptista como para seu novo senhor. A quantia acordada entre eles foi de 80 mil-réis, e o Ouvidor, decide que o que vale nesses casos é o interesse dos interessados. Várias testemunhas são chamadas para que, a agora escrava Joanna, não tentasse sua liberdade por meio da justiça. Este exemplo mostra que a condição de vida de um pobre na Colônia era muito pior que a de um escravo, aja vista que uma mulher livre preferiu se vender a condição de escrava, a continuar com as necessidades subumanas.
CUNHA, Manuela Carneiro da. In: Revista de História. Ano 3, nº32. Maio de 2008. P.22-23

Por Eliphas Bruno

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